
O SER-MÃE é um outro tipo de gênero, não é mais feminino, casada, profissional.
Não existe substantivo, adjetivo e muito menos sentimento no mundo que possa definir tal ser.
Só quem se tornou sabe das dores e das alegrias de se transformar no SER-MÃE.
No momento em que sabe que tem essa sementinha dentro de si, já não é dona da própria vida - agora vive pelo o outro, que precisa de sua proteção.
Todos os seus planos e pensamentos estão voltados, agora e para sempre, para a sua cria.
Não terá mais noites de sonos tranquilas, perderá o apetite, sofrerá em dobro e terá muitas comemorações elevadas ao cubo.
Agora é uma mulher-maravilha! Está pronta para tudo - para o amor e para a guerra.
Sua força é indescritível e sua vida um turbilhão de emoções.
Com intuição aguçadíssima sabe o que há de errado, só de nos olhar.
Não existe segredo que possa ser escondido dela.
Todos os seus sentidos são aguçados para nos defender.
Ela é um ser germinado - tem seu pedacinho em cada um dos que criou.
Pronta para doar seu colo quando necessitamos, ouvir nossas reclamações, sorrir de nossas piadas sem graça.
Aguentar o nosso mal-humor, a nossa bagunça, a nossa loucura.
Sofrer com o nossa dor e vibrar com nossas conquistas.
Ser nosso lugar seguro, onde sempre podemos nos esconder, quando tudo ficar insuportável demais.
E nós, enquanto filhos e não mães (ainda), só vamos entender toda a sabedoria desta mulher e valorizá-la quando amadurecermos.
* Mãe, você é a minha heroína
e o maior amor de minha vida!