Um lugar para meus sonhos e devaneios!
"... eu semeei os meus sonhos onde você está pisando agora; pise suavemente, porque você está pisando nos meus sonhos." (W.B.Yeats)
"Piscianos são as águas universais das emoções.
Eles choram, riem, sofrem, se alegram pelo que eles sentem, e levam tempo para descobrirem que também são assim pelo que os outros sentem.
O universo inteiro de Peixes evolui em torno da sensiblidade e das emoções.
São aquelas pessoas que irão trazer para casa os amigos sofridos e, os desconhecidos também.
Se você tiver sorte, Peixes se controlará e apenas trará os animais abandonados que encontrou pelas esquinas da rua.
E, a pureza emocional de Peixes é tamanha, que é difícil lhes dizer não.
Este signo tem um elo de comunicação direto com as manifestações do invisível.
A intuição, a sensitividade, a linguagem musical, a expressão criativa das pinturas, das artes em geral.
Tudo que, através de formas não verbais ilustrem as emoções humanas.
Peixes é o signo que consegue nos apontar o divino em cada um de nós.
E, por pertencerem a um universo pessoal tão solúvel e sem fronteiras, são pessoas adaptáveis, e podem se sentir à vontade em qualquer lugar.
Na realidade, é assim porque carregam seu rico mundo interno para onde vão.
Caminham pela vida, sonhando e devaneando com um mundo melhor."
Mentimos para nos proteger. Para não machucar quem amamos. Para não sermos desagradáveis com os outros. Para conseguir o que queremos. Para parecer o que não somos. Para escapar do castigo. Porque se tornou um vício. Ou então, porque nos acovardamos e mentir torna-se mais fácil do que enfrentar a verdade.
Seja por qual motivo for, acredito que mentimos para evitar um sofrimento - seja o nosso ou o do outro.
Claro, que existem mentiras que causam mais danos do que dizer a pior verdade.
E o que é a verdade, não é!?
O que é significante para mim, pode não ser para a outra pessoa. O motivo que me leva a mentir pode ser justificável para mim mas, incompreenssível para o outro.
Não estou defendendo as "mentiras", até porque quem muito mente acaba se embolando no final da estória... e quem inventa um conto tem que anotar no caderninho para não perder o ponto. E isso dá um trabalho danado, além de consumir muito da nossa energia.
Mas, uma coisa é certa, para nós a nossa própria mentira é sempre em prol de um "bem maior".
" Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."
Então fiquei pensando sobre o que tenho espalhado por aí...
Algumas vezes não fui uma boa amiga, outras uma péssima colega de trabalho e uma profissional meia-boca.
Já fui uma colega de sala encrenqueira, uma filha egoísta e uma irmã invejosa.
Já critiquei, com meu amigo imaginário, a roupa de fulano e o corpo de cicrano.
Já planejei, mentalmente, o assassinato de alguns desafetos e confesso que me diverti com este exercício.
Julgamentos, fofocas e pequenas intrigas também podem ser encontrados no meu currículo.
Enfim, pequenos pecados de uma mortal e imperfeita pessoa! Coisas que milhares de outras também já sentiram, fizeram ou pensaram.
Mas, no meu balanço final, acredito que tenho espalhado muitas coisas boas. E como sei disso??? Oras, basta olhar para todos os anjos da guarda que me cercam, todos os tesouros que guardo em meu coração e todos os milagres que acontecem, diariamente, em minha vida!
De vez em quando escutoalguém dizer: “- Pára com isso!É apenas um cão!”
Ou então: “- Mas é muito dinheiro para se gastar com ele!É apenas um cão!”
Essas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um cão".
Muitos dos meus melhores momentos me foramtrazidos por " apenas um cão".
Por muitas horas em minha vida, minha únicacompanhia tem sido " apenas um cão", e eu não me sinto desprezado.
Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por"apenas um cão".E naqueles dias sombrios, o toque gentil de" apenas um cão", me deu conforto e motivopara seguir em frente.
Se você também é daqueles que pensam que eleé " apenas um cão", com certeza deveentender bem expressões como:" apenas um amigo"," apenas um nascer do sol"," apenas uma promessa" ...
" Apenas um cão" deu á minha vida a verdadeiraessência da amizade, da confiança, da purae irrestrita felicidade.
"Apenas um cão" faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor.
Eu me levanto cedo, faço caminhadas e olho com mais amor para o futuro.
Porque pra mim - e para pessoas como eu - não se trata de " apenas um cão", mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro, das lembranças afetuosas do passado,da pura felicidade do momento presente.
"Apenas um cão" faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia.
Eu espero que algum dia algumas pessoas entendam que não é " apenas um cão", mas é aquilo que me torna mais humano e me permite não ser "apenas um homem".
Então, da próxima vez em que você escutar a frase "É apenas um cão", apenas sorria para essas pessoas porque elas "apenas não entendem".
(Desconheço o autor)
Na foto: Maia - minha estabanada pentelhinha.
Impossível não se apaixonar por ela!.
Este texto dedico a Mixuruca (fox paulistinha) - a primeira dentre muitos que viveram em minha casa, acho que quando nasci ela já estava aqui e morreu quando ambas - eu e ela - tínhamos 18 anos.
A Mel ( mistura de husky com cocker) - a mais doce de todas, só com o seu olhar era capaz de derreter nosso coração.
Ao Saddam (pitbull) - que provou a muitos que quem vê cara não vê coração. Pois ele, mesmo com uma bocarra tinha uma enorme alma poodle.
E ao único e inesquecível Cheyenne (dachshund) - meu grande amor. Me esperava todos os dias a voltar da aula, depois do trabalho. Dormia agarradinho comigo e batia na porta do quarto quando eu o esquecia do lado de fora. Meu coração doía sempre que ia viajar e tinha que deixá-lo aqui - ligava todos os dias para "falar" com ele. Todas as vezes que ele adoecia me punha de joelhos á imagem de São Francisco pedindo pela sua recuperação. Me acompanhou por 15 anos e eu fiquei ao seu lado até o seu fatídico último suspiro. Foi uma imensa dor vê-lo partir, mas entreguei o meu querido amigo à São Francisco que o levou sem que ele sofresse. Sua morte foi sentida por todos que conviviam comigo - como se também tivessem perdido um amigo - minha amiga Nêga até escreveu um post em sua homenagem no seu antigo blog. Sempre sonho com ele e tenho certeza que iremos nos reencontrar.
" Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim. "